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Jason Bourne | Crítica

Previsível e sem nada a acrescentar

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(Jason Bourne; 2016, 2h3 min; Direção: Paul Greengrass; Roteiro: Paul Greengrass, Christopher Rouse; Elenco: Matt Damon, Tommy Lee Jones, Alicia Vikander, Vincent Cassel, Julia Stiles, Riz Ahmed)

Jason Bourne está de volta. Catorze anos após o primeiro filme e nove anos após o Ultimato Bourne, o ex-agente da CIA volta para uma história que mostra-se previsível do começo ao fim e nada acrescenta à história.

Atuando como lutador de rua e fora do radar da CIA, Jason Bourne (Matt Damon) é surpreendido por Nicky Parsons (Julia Stiles), que o procura oferecendo novas informações sobre seu passado. Inicialmente resistente, ele acaba voltando aos Estados Unidos para continuar a investigação e entra na mira do ex-chefe Robert Dewey (Tommy Lee Jones), que teme mais um vazamento de dados. Dentro na CIA, no entanto, a novata Heather Lee (Alicia Vikander) acredita que tentar recrutar Bourne para a agência seja a melhor solução.

Apesar de nos ter apresentado uma trilogia que mudou como vários filmes de ação eram feitos – principalmente os de James Bond -, esse novo longa não traz novidades: as informações de Nicky na verdade são somente uma, e ela não é muito explorada, tornando a história frustada e focando novamente na perseguição implacável de Bourne, que, parecendo tão acostumado a conseguir escapar, nem se importa mais.

Jason Bourne traz um pouco de atualidade à trama, fazendo um genérico de Mark Zuckerberg e seu Facebook, com a rede Deep Dream, que coleta dados e trabalha com a CIA para evitar ataques terroristas, mas já perdeu dinheiro por conta do vazamento que Snowden realizou – e agora, com Bourne, pode haver um vazamento ainda pior. Isso, claro, se ele se mostrar interessado.

O filme não vai muito além disso e mostra-se previsível do começo ao fim, sem nenhuma surpresa ou conspiração que não esperávamos, diferente dos filmes anteriores. Há também decisões dos personagens que são questionáveis (voltar para o quarto?) e coincidências muito convenientes (equipamentos de espiões na convenção, de graça!), e o tempo, que faz as pessoas erradas chegarem depois e as certas no momento exato. Portanto, não há muitas consequências para os personagens.

As lutas, outro grande mérito da trilogia original, sofre com a câmera de mão mais tremida que o usual e com cenas confusas, nas quais não dá pra saber exatamente o que está acontecendo, e os cortes rápidos não auxiliam em nada, apenas as deixam enfadonhas.

Outro grande problema é o endeusamento de Bourne. Ele é TÃO inteligente, TÃO a frente de todos, que nunca é pego, consegue grampear todo mundo, foge mesmo quando não quer e convenientemente está nos locais certos na hora certa, fazendo com que não temamos por seu destino.

Jason Bourne poderia ser um filme muito melhor, ainda mais da decepção que foi o Legado Bourne, que nem deveria existir. Mas parece ser um filme teste para reavivar a franquia e nada mais, trazendo mais do mesmo e sendo um filme de ação genérico, sem nenhuma novidade, ainda mais quando todos os filmes de ação são parecidos com ele. Consegue entreter um pouco apenas. Uma pena. Como fã incondicional da trilogia original, esperava mais, ou que tivessem deixado a história terminar sem um novo caça-níquel.

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